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Singularity University prevê como o mundo será em 2038: "irreconhecível"

Pense no quanto o mundo mudou nos últimos 20 anos. Parece impossível imaginar o quanto mudará nos próximos 20, certo? Não para a Singularity University, um think tank que oferece programas educacionais no Vale do Silício para inspirar negócios revolucionários. Recentemente, Peter Diamandis, cofundador e membro executivo da Singularity, e sua comunidade tentaram desenhar uma previsão de mudanças até 2038, quando “o dia a dia já não será mais reconhecível”. A inteligência artificial deve ser usada em diagnósticos e recomendações terapêuticas em centros médicos americanos, os robôs ganharão espaço na sociedade, ocupando cargos de recepcionista ou assistente em lojas. Tarefas domésticas também serão realizadas por máquinas.

Por Victor Caputo / Fonte: Época Negócios

24 de setembro de 2018

Pense no quanto o mundo mudou nos últimos 20 anos. Parece impossível imaginar o quanto mudará nos próximos 20, certo? Não para a Singularity University, um think tank que oferece programas educacionais no Vale do Silício para inspirar negócios revolucionários. Recentemente, Peter Diamandis, cofundador e membro executivo da Singularity, e sua comunidade tentaram desenhar uma previsão de mudanças até 2038, quando “o dia a dia já não será mais reconhecível”.

O mundo irreconhecível em 2038, prevê o grupo, acontecerá com a disseminação da inteligência artificial em diversos campos, com a popularização dos robôs, além da chegada de tecnologias que parecem apenas um sonho distante hoje. Já para 2020, a equipe prevê a chegada da tecnologia de comunicação 5G ao redor do mundo. Carros voadores devem começar a riscar os céus de alguns países. A inteligência artificial deve ser usada em diagnósticos e recomendações terapêuticas em centros médicos americanos.

Dois anos depois, em 2022, os robôs ganharão espaço na sociedade, ocupando cargos de recepcionista ou assistente em lojas. Tarefas domésticas também serão realizadas por máquinas. Carros autônomos começam a conquistar os EUA e impressoras 3D permitirão que consumidores “fabriquem” roupas e objetos em casa, mudando a lógica do consumo. As viagens a Marte devem começar em 2024. Neste ano veremos drones sendo usados, inclusive para entregas de pacotes a telhados de casas. Fontes de energia solar e eólica terão espaço — e, principalmente, custo acessível. Os carros elétricos, por sua vez, serão metade da frota mundial. O trabalho exigirá preparo para lidar com inteligência artificial.

Ser dono de um carro, em 2026, será algo estranho, já que veículos autônomos farão o transporte de pessoas. Isso quando não forem usados veículos voadores com decolagem vertical — a previsão é de 100 mil pessoas usando esse transporte em cidades como Los Angeles (EUA), São Paulo e Tóquio. Alimentação será um desafio e agricultura vertical em grandes centros urbanos será vital. Com 8 bilhões de pessoas conectadas a internet de alta velocidade, a realidade virtual será uma tecnologia comum no mundo.

Em 2028, energia solar e eólica serão responsáveis por quase 100% do consumo global, prevê o grupo. Esse ano também marca o ápice da demanda por petróleo. Dois anos depois, as emissões de carbono devem começar a cair, ricos terão à disposição tecnologias para prolongamento da vida e a inteligência artificial superará a inteligência humana. Robôs serão comuns em todos os locais de trabalho em 2032. Será possível transferir a consciência para robôs avatares para estar em locais remotos do mundo. Profissionais terão modificações, como coprocessadores ou comunicação web em tempo real.

Conexões entre o córtex humano e a nuvem serão significativas em 2034, de acordo com as previsões da Singularity. Problemas globais como câncer e pobreza serão coisas do passado. Tratamentos para longevidade serão comuns em 2036. Cidades inteligentes, por sua vez, serão comuns — supereficazes no uso de energia solar, além de seguras e abundantes em alimentos.

Daqui 20 anos, em 2038, a realidade virtual e a inteligência artificial servirão para alavancar a vida humana no mundo todo. E o dia a dia será irreconhecível para nós.

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